{"id":694,"date":"2012-08-28T07:26:53","date_gmt":"2012-08-28T11:26:53","guid":{"rendered":"http:\/\/inovacao.bellatrix.ufms.br\/?p=694"},"modified":"2022-07-22T13:51:35","modified_gmt":"2022-07-22T17:51:35","slug":"brasil-e-o-lanterninha-do-bric-em-patentes","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/aginova.ufms.br\/en\/brasil-e-o-lanterninha-do-bric-em-patentes\/","title":{"rendered":"Brasil \u00e9 o lanterninha do Bric em patentes"},"content":{"rendered":"<p>Os esfor\u00e7os feitos pelo Governo e o setor privado para incentivar a inova\u00e7\u00e3o tecnol\u00f3gica no Brasil ainda n\u00e3o foram suficientes para o Pa\u00eds acompanhar emergentes como \u00cdndia e China quando o assunto \u00e9 o registro de inven\u00e7\u00f5es ou processos produtivos nos escrit\u00f3rios internacionais de patentes. Comparado \u00e0s outras na\u00e7\u00f5es do Bric (grupo formado por Brasil, R\u00fassia, \u00cdndia e China), o Pa\u00eds fica na lanterna.<\/p>\n<p>Um estudo comparativo baseado em registros de patentes, feito pelo escrit\u00f3rio Montaury Pimenta, Machado &amp; Vieira de Mello, especializado em propriedade intelectual, revela que, em 2011, o United States Patent and Trademark Office (USPTO, escrit\u00f3rio americano de patentes) concedeu 215 pedidos ao Brasil, contra 3.174 para a China, 1.234 para a \u00cdndia e 298 para a R\u00fassia. A compara\u00e7\u00e3o n\u00e3o inclui a \u00c1frica do Sul, que s\u00f3 entrou para o grupo no primeiro semestre de 2011, a convite da China.<\/p>\n<p>Os EUA s\u00e3o considerados o term\u00f4metro da inova\u00e7\u00e3o tecnol\u00f3gica global. Nos \u00faltimos cinco anos, a China obteve do Pa\u00eds 9.483 patentes; a \u00cdndia, 4.191; e a R\u00fassia, 1.123. Nesse mesmo per\u00edodo, o Brasil conseguiu apenas 684 patentes.<\/p>\n<p>Luiz Edgard Montaury Pimenta, um dos autores do estudo, explica que isso se deve, entre outras raz\u00f5es, \u00e0 aus\u00eancia de uma cultura do empresariado brasileiro de proteger suas inven\u00e7\u00f5es e, principalmente, \u00e0 falta de pessoal no Instituto Nacional de Propriedade Intelectual (INPI). A institui\u00e7\u00e3o leva at\u00e9 dez anos para dar uma patente. Quanto mais inovador o produto ou a etapa de produ\u00e7\u00e3o, mais lento o exame. &#8220;Tamb\u00e9m h\u00e1 grande desinforma\u00e7\u00e3o&#8221;, diz Pimenta.<\/p>\n<p>Dados do INPI mostram qu\u00e3o deficiente \u00e9 a estrutura brasileira. O instituto tem apenas 273 examinadores. S\u00e3o 3.698 pessoas na Europa, 1.567 no Jap\u00e3o e 5.477 nos EUA.<\/p>\n<p>O diretor de Patentes do INPI, J\u00falio C\u00e9sar Moreira, diz que o \u00f3rg\u00e3o far\u00e1 concurso p\u00fablico para contratar 700 funcion\u00e1rios at\u00e9 2015. E que o Governo n\u00e3o quer competir com o Bric, e sim trabalhar em conjunto. &#8220;Nos Bric, temos problemas e solu\u00e7\u00f5es semelhantes&#8221;.<\/p>\n<p>Quando se medem as taxas de crescimento dos pedidos de registros, por\u00e9m, o Brasil aparece \u00e0 frente de EUA e Alemanha. O volume de pedidos pelo Brasil no sistema global cresceu 108,8% nos \u00faltimos seis anos. No per\u00edodo, os alem\u00e3es solicitaram 17,8% a mais; e os americanos, 4,4%.<\/p>\n<p>Paulo Coutinho, gerente de inova\u00e7\u00e3o da Braskem, que det\u00e9m quase 500 patentes, concorda que a taxa de crescimento do Brasil \u00e9 alta, mas poderia ser maior. E acrescenta que o conhecimento cient\u00edfico n\u00e3o \u00e9 aplicado como deveria. &#8220;Tem um pouco a quest\u00e3o cultural e a necessidade de maior aproxima\u00e7\u00e3o entre empresas e universidades&#8221;.<\/p>\n<p>Coordenador de uma equipe de inventores da Universidade de Bras\u00edlia (UnB), que descobriu novas propriedades de uso para o \u00f3leo de a\u00e7a\u00ed, o pesquisador Ricardo Bentes diz que pedir registro de patente no exterior tem gastos elevados pela necessidade de contratar um escrit\u00f3rio estrangeiro para tratar dos tr\u00e2mites.<\/p>\n<p>(Fonte: O Globo &#8211; 26\/08\/2012)<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Os esfor\u00e7os feitos pelo Governo e o setor privado para incentivar a inova\u00e7\u00e3o tecnol\u00f3gica no Brasil ainda n\u00e3o foram suficientes para o Pa\u00eds acompanhar emergentes como \u00cdndia e China quando o assunto \u00e9 o registro de inven\u00e7\u00f5es ou processos produtivos nos escrit\u00f3rios internacionais de patentes. 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