Aulas do EMI resultam em disciplina no curso de Medicina em Três Lagoas

Postado por: Mario Marcio Da Rocha Cabreira Cabreira

O professor Adjunto Lucas Gazarini, da área de Farmacologia da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS), Câmpus de Três Lagoas, foi um dos participantes do curso ENGLISH AS A MEDIUM OF INSTRUCTION (EMI), lançado por meio de ação conjunta da Agência de Desenvolvimento, Inovação e Relações Internacionais (Aginova), do Comitê de Gestão de Inclusão, Internacionalização e Ações Afirmativas (CGIIAF), visando atender ao Plano de Desenvolvimento Institucional – PDI.

Os objetivos do curso são: – Preparar os professores, por meio do aprendizado de metodologias no método English as a Medium of Instruction (EMI), para ministrarem disciplina em Língua Inglesa, na Graduação e na Pós-Graduação; – Incentivar os professores a ministrarem aulas em Língua Inglesa; – Melhorar os conceitos dos cursos de graduação e de pós-graduação da UFMS; e – Fomentar ações para o fortalecimento do Plano Institucional de Internacionalização da UFMS.

Dessa participação do docente no EMI, resultou o oferecimento, neste semestre B de 2021, da disciplina optativa “TÓPICOS ATUAIS NO POTENCIAL TERAPÊUTICO DE CANABINOIDE”, com 34 horas de duração, ao curso de Medicina em Três Lagoas. São duas turmas de graduação, com tema em alta na atualidade e pouco abordado em cursos nesse nível de estudo.

Confirma entrevista com o professor Lucas Gazarini:

Sobre o andamento da disciplina, a participação dos discentes, as dificuldades e os avanços, o professor Lucas Gazarini declarou que:

Além do EMI, a disciplina é estruturada com metodologias ativas, que colocam a participação discente em protagonismo. As aulas acontecem na forma de discussões, integralmente em Inglês, com os discentes em grupos reduzidos, para aumentar a interação, sobre artigos científicos que abordam pontos importantes da temática proposta. A participação discente era um grande medo meu, porque a proposta da disciplina não era que eu desse aulas unilaterais em Inglês, mas contar com a participação dos alunos. No nosso primeiro encontro, fiz questão de deixar claro que essa não seria uma disciplina sobre Inglês, mas sobre canabinoides, usando o Inglês como recurso de comunicação. Felizmente, me surpreendi muito, porque os alunos participam muito e se estimularam bastante com a metodologia desafiadora. Obviamente, a oferta de uma disciplina usando o EMI exclui uma parcela de alunos interessados no tema por limitações com o inglês (nível, ou até vergonha). Mesmo assim, a procura foi grande, e a disciplina teve uma lista de espera considerável de matrículas e estudantes que já manifestaram interesse em cursar outras disciplinas optativas com o mesmo método.

E, com relação à contribuição do EMI construção do plano e no desenvolvimento da disciplina, o professor afirmou que:

Contribuiu totalmente. Desde o incentivo na oferta da disciplina (e entendimento sobre o posicionamento favorável da UFMS sobre essa possibilidade e oferecimento de capacitação nesse sentido), até a base teórica necessária para a elaboração do plano de ensino e proposição de atividades. Outro aspecto foi na confiança para ofertar uma disciplina nesses moldes, já que a vivência do EMI no curso oferecido pela AGINOVA foi determinante para isso, considerando a interação com os participantes e a troca de experiências.

Quanto ao conteúdo do curso e sua importância acadêmica e social de forma geral, o professor assim se manifestou:

O uso terapêutico de canabinoides é um tema muito atual e alvo de novas políticas públicas em Saúde, no mundo todo. Por ser um tema mais recente (e estigmatizado), existem várias deficiências na abordagem ao longo da graduação. A proposta da disciplina é debater evidências atuais no potencial medicinal desses compostos, incluindo seu envolvimento em doenças e tratamentos inovadores. Tecnicamente e socialmente, eu espero impactar positivamente na construção de pensamento crítico e baseado em evidências nos médicos em formação, considerando a responsabilidade desses profissionais em prescrever essas substâncias num futuro próximo, como já tem acontecido em vários lugares do mundo. 

* Imagem da sala de aula, fornecida pelo Lucas Gazarini.

Compartilhe:
Veja também